25 de ago de 2009

FotÒgrafo da SemanA...



O americano Richard Avedon ficou conhecido
pelos trabalhos que fez
para revistas de moda,
mas sua obra
vai muito além disso:
ele mudou a cara
da fotografia moderna


O fotógrafo amador que, aos 19 anos de idade, ingressou na Marinha Mercante americana com a tarefa de tirar fotos de colegas para documentos de identidade morreu aos 81 como o artista que deu tom e dimensão à fotografia contemporânea. Richard Avedon fotografou o ser humano em dimensões nunca antes registradas. Imagens planejadas – o fotógrafo gostava de desenhar as fotos antes de tirá-las – resultavam em ângulos e cortes inéditos. Luzes ajustadas com meticulosidade produziam em estúdio fotos de moda e retratos, nos quais diferentes densidades de branco e preto – Avedon fotografou pouco em cor – revelavam que só a cumplicidade entre ele e o fotografado conseguia fixar expressões íntimas, às vezes cruéis, outras de deslumbrante beleza.





UMA INIMIGA PARA SEMPRE
Coco Chanel nunca perdoou o fotógrafo pela crueza com que foi retratada. O que mais a magoou foi o detalhe do pescoço.
Conhecido durante muito tempo pelas fotos de moda que saíam nas grandes revistas internacionais, sua obra incluía dois outros segmentos que apareceram nos seis grandes livros que publicou, e em exposições nos mais importantes museus americanos. Eram os retratos de celebridades e anônimos, e as grandes reportagens sobre temas tão diversos quanto a queda do Muro de Berlim e um asilo de loucos. Com personagens estáticos nos retratos e explosões de movimento na moda e nas ruas, Richard Avedon mudou a cara da fotografia moderna. Ele não terá substituto.


REPORTAGEM DE R UA
Instinto jornalístico: quando soube da morte do presidente John Kennedy, Avedon comprou um jornal e foi para Times Square pedir às pessoas que posassem para ele, buscando expressões dramática.


O RIGOR COM FOR MA E LUZ
Dolores Guinness, fotografada no estúdio de Nova York, em 1961. Inspiração de silhueta egípcia para uma foto de muito glamour.




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